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A SALA DE FORMAÇÃO INTERACTIVA – SINAIS DOS TEMPOS 24/5/2010

Ricardo Dias

Não é nova a ideia de podermos estar em casa e participar numa sessão de formação à frente de um computador.

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Os moldes são diferentes da formação presencial, mas são também um forte desafio às várias entidades que participam no processo. A formação interactiva é cada vez mais uma realidade e vai chegar a todos os formandos.As novas metodologias de formação têm vindo progressivamente a modificar o panorama do que deve ser a sala de formação tradicional. Já não é suficiente ter apenas um formador que debita conteúdos e partilha experiências, e alunos que absorvem esses mesmos conteúdos. Na realidade, esta é uma situação limite – desde há muito que os formadores usam materiais complementares, como o quadro (negro ou branco), os manuais e compilações, o recurso ao meio ambiente e mais recentemente os filmes, slides ou apresentações. No entanto, há ainda a noção do espaço da sala fechado em si mesmo, no qual a formação é feita à porta fechada. Esta noção é limitada a um tempo e a um espaço. Os formandos, precisam de continuar o cultivo do seu conhecimento fora do espaço tradicional de formação e as próprias salas de formação têm que estar abertas ao mundo a partir do exterior. Face ao atraso verificado na população da região no que toca à utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação, o Centro de Formação Agrícola da Guarda, tem desenvolvido um conjunto de acções de formação muito significativo. Na sala de formação de informática, têm sido dadas inúmeras acções de formação e sensibilização, para que os formandos se familiarizem com diferentes ferramentas que lhes permitam mais facilmente absorver conteúdos formativos. Mas avizinha-se um momento de viragem. Os formadores que até aqui se esforçaram para utilizar progressivamente diferentes tecnologias, vêm-se agora a braços com o novo desafio que é a transmissão de conteúdos à distância. Não é tarde para começarem. A formação à distância suporta-se em plataformas que só amadureceram muito recentemente. Comportavam um conjunto de custos de tal forma elevados que levaram muitas entidades a atrasar a sua implementação. Em breve, a maioria dos centros de formação passará a dispor destas plataformas e a Quinta das Relvas não será uma excepção. Para os formandos, o desafio também é grande. Depois de uma primeira fase onde tiveram a oportunidade de travar contacto com um conjunto de ferramentas informáticas, surge agora o momento de se aproximarem a novas realidades disponibilizadas pela magia da Internet. Os formandos têm que ser preparados com acesso a toda a informação. É pois justificável, que aqueles formandos que passaram pelos cursos de informática nos últimos anos e que de diferentes formas tenham continuado a sua evolução, sintam agora a necessidade e responsabilidade de continuar a sua aprendizagem tanto através de reciclagens, como futuramente através do uso de plataformas de formação à distância. Torna-se óbvio então que a noção de uma formação, associada ao espaço, ao tempo e às pessoas que dão essa sessão, estará em certa medida ultrapassada. O formador não será mais do que um orientador, que aponta o caminho ao formando, para que ele tire o maior partido possível da ferramenta que tem à sua frente. Ele não ensinará (no sentido clássico de debitar informação); encoraja os formandos a aprenderem, em qualquer lugar, a qualquer hora a qualquer que seja o ritmo individual.


© 2005 CAP / CENTRO DE FORMAÇÃO AGRÍCOLA DA GUARDA - QUINTA DAS RELVAS